terça-feira, 5 de abril de 2011

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Gritaria em silêncio, rompendo a calmaria de suas palavras, encontrando-se desesperado, sem acreditar que seus pensamentos lhe traiam, cercando-o com lembranças dolorosas, golpeando-o com a simples necessidade. Necessidade esta que foi julgada injustamente, levando-o a perceber que nem tudo é amargo e que o sentimento mais nobre é totalmente irracional. Acordei em uma manhã fria qualquer, entre a agonia e o medo de esquecer. Um pequeno sentimento de uma intensidade sem fim, perfurando o peito, roubando a paz, criando entre o tudo e o nada uma ponte invisível capaz de destruir qualquer ser. Acordei perdido e por dias não fui capaz de me encontrar, estive entorpecido por uma loucura que não é minha, nunca foi, nunca será. Acreditei ter sentido uma pesada desesperança, um incontrolável medo. Perdido entre o tudo e o nada do sentimento, contando estrelas em uma noite nublada, lembrando e querendo o impossível que já não é tão brutal. Ressurgindo das cinzas, com algumas notáveis mudanças, talvez olhos mais brilhantes e talvez algo que nunca me abandonará. E mais uma vez, talvez a última, começo falando em você e termino assim, sem rumo. Mas como já disse, não precisa ser racional, só precisa ser.