sábado, 2 de fevereiro de 2013
''Nós ainda temos tanta coisa inacabada. Muitos trechos perdidos, guardados… Aquela velha vontade de recomeçar. Aliás, de continuar. Fazer diferente, tentar diferente. Mas ei, o que foi mesmo que aconteceu com os nossos passos? Quem tropeçou primeiro? Eu ou você? Os dois juntos? Com certeza não. Eu olho e vejo um caminho tão estreito, vai ver a gente não cabia nele. Ou cabia. E você fazia por onde eu me mantivesse fora da estrada, fora dos seus trilhos, fora de você. Eu não sei porque diabos você não me empurrava, me jogava, me libertava de uma vez! Ao contrário… Você prendia-me cada vez mais nessas suas caminhadas. E eu louca inconsequente tentava me segurar nos rastros de esperança que você deixava pelo chão. Eu tentava florescer, enquanto você jogava-me a terra de seus sapatos, enquanto você tirava-me a vida. Ou pior, os sentimentos. Eu cai. Desisti. Mudei de caminho. Agora, você me aparece. Como quem nada quer. Ou tudo quer. Tentando trazer-me de volta para a sua estrada. Tentando florescer-me, reerguer-me. Eu não entendo… Desperdicei todas as minhas sementes naquele passado que era nosso. Esvaziei. Sequei. Não mais sentia. E por pura obra do acaso, me vejo brotando novamente. Mas dessa vez, com a sua ajuda. Porque estamos caminhando lado a lado.''
Realmente é desafiante falar de você, por isso as lágrimas já começam a surgir e meu coração a ficar apertado. Tenho tanto para dizer. Tanto para dizer o quanto o meu amor por você é sóbrio e ao mesmo tempo imerso. É reconfortante dizer o quanto o seu amor mudou a minha vida. O quanto pensar em você acalma o meu ódio. Sei que naturalmente nos vemos pouco demais, estamos juntos fisicamente pouco demais, mas sei que as coisas irão melhor, sei que o tempo mudará e essa linha que nos impede de ser feliz se quebrará. Você é o meu bem, o lado melhor que existe em mim. É a luz penetrante. Você é a minha versão da paz. Eu andava meio perdida até que Deus colocou você em meu caminho, e caminho esse que hoje traçamos juntos. Eu te amo tanto que nenhuma dessas palavras que digo aqui descreverá melhor o que sinto. É um amor tão submerso. É um amor tão tranquilizador e purificador.
Quando eu andava na escuridão, você pegou em minhas mãos e me salvou, retirou de mim toda insanidade. Você entregou a minha vida uma nova razão. Você me retirou da infelicidade e da solidão e me deu uma nova oportunidade, uma oportunidade de ser feliz. E sou feliz com você, mesmo com todas as brigas, com todas as palavras desconfortantes que talvez lhe magoe. Tudo isso é por te amar, mesmo que seja a forma mais tosca possível, tudo isso é por te amar. Sentir aqueles ciúmes bobos. Dar aqueles ataques furtivos de vez em quando… tudo isso é por querer você demais, é por querer o seu corpo um pouco mais perto do meu. Você é a minha vida, o lado mais lindo dela. Não trocaria você por nada, nem por toda liberdade do mundo, nem por tudo que talvez precise… Por que afinal tudo que hoje mais preciso é de você. Você aqui, eternamente ao meu lado, me protegendo e fazendo de mim o seu dengo, me mimando, me amando…Todas as noites temos a mesma rotina. Ligar, contar tudo, os planos do futuro, dizer eu te amo e o até logo. Mas você não imagina o que me acontece depois do ‘’até logo’’. Desabo. E como sempre desabo em lágrimas. Afinal a saudade é desconfortante e destruidora. Por que ela é quem está comigo quando você não está. Ela me persegue e me apavora enquanto nossos corpos não se encontram, e isso me detona.
Por mais que tente ser forte sempre choro antes de dormir, deixo o travesseiro ensopado e a insônia chega, por mais cansada que eu esteja. Eu quero muito mais que isso. Queria ter você aqui do meu lado, me observando dormir. Tocando meu corpo, e me deixando arrepiada. Eu preciso do seu calor, de suas mãozinhas quentes absorvendo todo meu frio. Por mais conservadora que seja, tudo que mais queria era de me entregar logo para você, entregar o meu corpo, a minha vida. Sei que serei a primeira e única mulher da sua vida, assim como você também será. Enquanto essa distancia não se quebra, enquanto não noivamos, casamos, e fazemos amor… Espero e sonho. Sonho para que nosso grande dia chegue.
A imagem clara e fascinante do dia em que vamos nos ver pela primeira vez está nítida e reconfortante em minha memória, mesmo que ainda não tenha acontecido. Jamais me esqueceria de seu nervoso e de suas mãos estremecidas ao chegar perto de mim, muito menos esqueceria daqueles olhos castanhos cintilar quando pegaria em sua mão pela primeira vez. Nada jamais me esquecerei. Apenas espero pelo dia em que possamos viver juntos. Eu, largar de vez essa vida e esse passado que ainda me incomoda e ter uma nova e feliz vida ao seu lado. Uma vida aonde não precisaremos de um celular para nos falarmos. Uma vida aonde nossos encontros são poucos e limitados. Uma vida eterna para nossos corpos se encontrarem e se perderem. Construirmos uma família. Anos e anos de casamento, envelhecermos e assim recordarmos todos os anos que passamos juntos, todas as mais lindos e até os mais tristes momentos. Eu sei que esse foi um plano perfeito de Deus, um plano onde ele apenas quis completar dois corações, e duas pessoas que necessitavam de amor. E agradeço a ele por tudo. Por ter feito de você a minha alma gêmea. E acabo de escrever essa carta, sabendo que mais tarde leremos ela e iramos chorar juntos. Choraremos, por saber o quanto nosso amor foi forte e lutador. E te agradeço por nunca ter desistido de mim. Eu preferiria morrer do que viver sem você.
Vale, vale sim. Vale mais que mil palavras ditas, fazendo brotar todas as não ditas e mais um pouco, na cabeça da pessoa para qual o silêncio foi direcionado. Silêncio vale mais que mil palavras no intervalo daquele beijo ardente, onde seus olhos encaram com fervor os olhos de outrem ou até mesmo quando ele surge no meio de uma conversa entre amigos, fazendo você perceber que tem mais coisas em comum com fulano do que pensava, aí surge o silêncio, o olhar e opa… Já começa a imaginar como seria caso seus lábios se juntassem. Silêncio vale mais que mil palavras depois daquela noite ardente na cama com a pessoa amada, onde vocês se olham, mas não precisam de uma palavra sequer para expressar o quão bom o que acaba de acontecer, foi. Mas, e aquele silêncio que enlouquece? E aquele silêncio depois de uma discussão qualquer, que não te permite saber o que se passa na cabeça do outro? E aquele silêncio que surge após a palavra aparentemente sem significado algum, mas que contém mais significados do que qualquer outra: “Nada”? Silêncio… Silêncio. Um pequeno intervalo no tempo, onde por fora nada se diz, mas por dentro tudo se sente. Silêncio que te faz tirar suas próprias conclusões a respeito de qualquer situação, que transforma algo bom em ruim ou vice-versa. Há silêncios usados de forma correta e incorreta. Se sua namorada diz que te ama e você não retribui ao que ela diz e permanece calado (mas sente), ela pode achar que você não sente. Se você está em meio a uma discussão com alguém que gosta e quer acabar com isso da melhor forma possível, nada como um beijo que ao finalizá-lo toma-se rumo ao silêncio e se der sorte, acarreta em um sorriso. Viu? Já não estão mais brigados! Mas, e aquele silêncio que surge após um momento de tensão qualquer? Silêncio esse que não se quebra nem com o seu falatório exacerbado? Que te faz ir dormir com sua cabeça fervilhando em pensamentos, se perguntando o porquê daquilo, ou daquilo outro? Esses silêncios matam. Esses silêncios me matam. Pensamentos desde o pior ao pior ao quadrado percorrem em minha mente, quando me deparo com o seu silêncio. É, o seu. O único espaço de tempo vago que me interessa, que me prende a atenção e que na maioria das vezes, me faz falar por duas para poder preenchê-lo. Mas, gosto de te ouvir. Gosto do tom da sua voz. Não se acanhe, não recue, não tenha medo. Fale, converse, me deixe entrar em seu coração e não apenas conhecer só a parte iluminada que ele possui, mas também a escuridão. Se abre comigo, vai… Me fala o que você está pensando. Não irá doer, não lhe fará mal. Posso te confortar, tenho meu colo para que você possa se deitar. Mas fala, não me deixa aqui. Não me deixa assim. Não faz isso. Nunca quis invadir o seu espaço ou te obrigar a falar algo que não quisesse, pois sei que muitas pessoas têm o silêncio como seu companheiro, da mesma forma que outras têm as palavras, assim como eu. Mas vem cá e fala pra mim o que se passa no seu coração? Nem que seja em forma de uma canção, verso, poesia ou algo assim. Mande-me um vídeo ou um sinal qualquer, mas saiba que eu estarei aqui, por você e por mim.''
''Ser feliz. Ser alegre mesmo quando seu leite em pó está com horas contadas. Ser otimista mesmo quando uma prima distante quer roubar o carinho que você recebe de sua avó. Manter a paciência quando seu professor não se importa com a sua vida social. Ter esperança mesmo quando a sua nota de redação no vestibular foi um desastre. Continuar escrevendo poesia mesmo que precise treinar a narrativa. Ler romances de autoras desconhecidas ao invés de clássicos nacionais. Ler clássicos brasileiros sem ser por obrigação. Ter um escritor favorito e indicar para alguém os livros deste. Possuir uma banda favorita e que é só sua, mas que às vezes pode se fazer um esforço para compartilhar algumas canções desta com seus amigos mais próximos. Tomar sorvete para espantar as lágrimas pelo ex. Se maquiar todinha na frente do espelho enegrecido com as sombras de sua avó para ir para uma festa de forró para apenas rir ou reclamar de tudo. Se permitir ouvir um estilo musical que você odeia, apenas para reclamar com o grupo e aproveitar a batida para pular e dançar no seu carnaval em pleno novembro. Manter a pureza e a elegância dos gestos, mesmo quando ouve-se tantos palavrões hoje em dia. Falar palavrões apenas quando se bater o dedão em alguma quina e alto lá. Conversar com sua avó paterna sobre os problemas sociais. Comunicar seus sentimentos mais profundos e desconhecidos. Ler a bula do remédio de pressão, sem nem tocar neste. Comprar diversas balas redondas e coloridas e se suicidar de mentira com estas. Passar protetor solar em dias nublados. Tomar banho de chuva na redenção da seca nordestina. Escrever sobre amores impossíveis e desconhecidos. Discutir sobre as cores e sobre os tecidos. Abraçar forte uma pessoa do seu mesmo sexo. Fazer caretas sensuais em fotografias. Rir sem parar com desenhos toscos. Mandar cartas para amigos desconhecidos que moram do outro lado do país. Aguardar ansioso os dias para sua correspondência chegar. Se estressar atoa e ter alguém engraçado te chamando de explosivo. Molhar alguém por vingança. Ser rabugento e reclamar das traquinagens de seus irmãos e ainda assim comer biscoitos recheados escondidos, quando todos já se deitaram e adormeceram. Dormir até tarde. Ficar insone a noite toda ansioso. Esperando coisas boas do dia seguinte. Receber uma mensagem na virada do dia. Mandar para si próprio uma flor ou uma correspondência assinada por um admirador secreto. Se esquecer da data de aniversário de um amigo e fazer uma festa surpresa para se redimir. Assistir sozinho sua série favorita e obrigar seu gato a te acompanhar neste ato. Ser atoa mesmo fazendo muitos atos. Ser ateu por um dia, apenas para perceber como a vida é impossível sem uma força divina. Ser fiel em momentos de dúvida. Ser agnóstico em dias santos. Ser devote de Iemanjá na noite de natal, apenas para contrariar a vida. A vida é curta, como um filme, porém como nos longas podemos ser felizes e contentes de nós mesmos. Ser alegres por simplesmente ser. Feliz por apenas querer e fazer. Aprender a amar sem cores, pois a vida é gostar do outro. Paixão é vela que se apaga logo, mas o amor mesmo não. Amor é mais abraço do que beijo. Amor é amizade, harmonia e maresias. O amor é clichê quando se assim deseja. O desejo em si que é clichê. O amor, o bruto e puro, é uma das coisas mais difíceis de se achar. Porém o amor está no ar e basta se inalar para se alegrar um pouco. Ame-se, para de procurar caras metades, você já possui uma inteira para se contentar com si próprio. Queira bem para si próprio, seja carinho com seu ego. O resto é consequência e incidência. O resto é a cargo do amor.''
''Manhã fria e a paisagem toda branquinha lá fora, não há muito para se dizer, sobre as coisas presas em minha mente. É sufocante essa mania de não me permitir chorar; perguntei-me pela primeira de tantas outras vezes se não era após o horizonte alaranjado que teus olhos pequenininhos repousavam, invadindo assim a minha vontade de procurar abrigo em qualquer infinito, em qualquer montanha pontuda, em qualquer noite de luar solitária, que contenha lembranças que ainda pertence à despedida. Perguntei-me, ainda que não escutando direito pelos gritos da paranoia, e do excesso de remédio, se não eram meus cds do legião que não funcionavam, não tocando, então, tanta saudade, pelo desgaste ocorrido por ser ouvido tantas e tantas vezes, seguido por altas doses de saudades.''
''Piscar os olhos doía. Perder um milésimo da tua inquietação na cadeira atrapalhava as palavras do meu diário nunca escrito. Li nos teus lábios o refrão da minha música preferida, enquanto você balançava a cabeça e tentava manter o pensamento longe. Queria que soubesse o quanto sua beleza aumenta excepcionalmente quando seus olhos não encontram onde pousar… Queria que soubesse de muita coisa, aliás. As últimas folhas do caderno sempre encontram um jeito de serem marcadas com o teu nome, que sem querer aprendi quando ouvi um qualquer sortudo te chamar. Minha loucura cria canções inteiras quando seus dedos batendo na mesa anunciam que está em profundo estado de tédio. Os gritos me apressam atrás da porta do meu banheiro desde quando comecei a pensar que os pingos d’água que caíam em minha cabeça faziam cenário para o nosso primeiro beijo na chuva. Eu queria que soubesse de tudo isso, só não queria que soubesse que eu existo. Ontem, a mesma ladainha. Eu finalmente ia falar com você. Hoje, a mesma lamentação. Sim, eu finalmente ia falar com você. Não fui. Amanhã, a mesma ilusão. Talvez você finalmente vá falar comigo. Quem sabe, não? Quem sabe você enxergue além das paredes, muros, colunas, mesas, cadeiras, distância, esquecimento e covardia que nos separa. Quem sabe você tenha tanto sentimento quanto eu, que tenho olhos que sorriem primeiro do que os lábios quando você passa por mim e deixa seu perfume na minha roupa antes que o ar roube-o de mim. Eu quero acreditar que você ouça mais do que os meus passos dados em ponta de pé, que ouça o futuro que nos chama e o destino que nos convida ante o comodismo de apaixonar-se por um ser estranho que conheço mais do que a palma da minha mão rabiscada de corações feitos com caneta esferográfica. E por que raios estou assumindo isso tudo pela primeira vez? Silêncio. Hoje você esbarrou em mim e pediu desculpas, sorrindo. Coçou a cabeça com o braço esquerdo, olhou para os meus sapatos e saiu. E eu só precisava de mais cinco minutos para fazer de você o amor da minha vida.''
domingo, 13 de janeiro de 2013
Aqui, entre nós, só entre a soma dos nossos olhos fundos e remotos, eu te pediria colo. Conto isso com tamanha cautela que demorei dias para encontrar coragem em qualquer buraco do meu caráter e te escrever. Esperei passar, até. Me submeti à possibilidade de deixar escorrer inspiração pelos dedos, mas não aconteceu. Cá estou eu. Talvez você nunca leia, talvez esteja lendo e rindo porque sabe o destinatário.
Olha só, eu te pediria colo. Foi bom te encontrar e me deixar ser flor com alguém. O ferro da armadura já machucava até a mim. Sendo assim, não pergunta porquê meu sorriso é fácil com as suas aparições, nem qual o motivo do meu gosto em abandonar o ogro dos meus ombros quando dá para te tocar, mesmo que você não sinta, e, muito menos questiona minha confortabilidade e o ar contente quando te observo feliz. Mapas do acaso. Se você estivesse alguns centímetros a menos para o lado, eu pudesse te ver de outro ângulo ou sua casa não fosse tão cheia, te pediria afago, mas você visita outro hospital, lamenta em outro peito.
No último choro eu quis te contar das feridas nas paredes, limpar o resto da guerra na barra da sua camiseta e te olhar com olhos de esperança. Me segurei em alças que nunca imaginei ter e dormi. Pegar voo deitada nos seus ideais e sonhos letrados jamais deve ser levado para o real. Tudo o que é bonito não pode existir.
Te pediria permissão para abaixar a guarda e descansar meus olhos no seu buraco negro, mas você já disse não.
Ainda é confortável lembrar sua voz que ecoa nos vazios cheios de nada entre meus tímpanos antes de me tirar da tomada.
Sinto sua falta e isso é incompreensível, até para a minha própria dor.
Mesmo que às vezes suas filosofias de boteco me levem ao caos, no meu inferno você é paz.
Não se desvaneça, aprecio sua boca.
Olha só, eu te pediria colo. Foi bom te encontrar e me deixar ser flor com alguém. O ferro da armadura já machucava até a mim. Sendo assim, não pergunta porquê meu sorriso é fácil com as suas aparições, nem qual o motivo do meu gosto em abandonar o ogro dos meus ombros quando dá para te tocar, mesmo que você não sinta, e, muito menos questiona minha confortabilidade e o ar contente quando te observo feliz. Mapas do acaso. Se você estivesse alguns centímetros a menos para o lado, eu pudesse te ver de outro ângulo ou sua casa não fosse tão cheia, te pediria afago, mas você visita outro hospital, lamenta em outro peito.
No último choro eu quis te contar das feridas nas paredes, limpar o resto da guerra na barra da sua camiseta e te olhar com olhos de esperança. Me segurei em alças que nunca imaginei ter e dormi. Pegar voo deitada nos seus ideais e sonhos letrados jamais deve ser levado para o real. Tudo o que é bonito não pode existir.
Te pediria permissão para abaixar a guarda e descansar meus olhos no seu buraco negro, mas você já disse não.
Ainda é confortável lembrar sua voz que ecoa nos vazios cheios de nada entre meus tímpanos antes de me tirar da tomada.
Sinto sua falta e isso é incompreensível, até para a minha própria dor.
Mesmo que às vezes suas filosofias de boteco me levem ao caos, no meu inferno você é paz.
Não se desvaneça, aprecio sua boca.
Sou o céu mas também sou o poço, sou o que ha de mais nobre mas também tô pela sarjeta com a alma suja de lama e com cheiro de álcool. Mas também tem cheiro de flor, alecrim e serenidade. Essa mistura louca é tão eu que se um dia deixar de ser assim vou ter uma dor de cabeça infinita e uma saudade do tamanho do pacifico dentro do peito. Saudade de mim que vai arder como quando se pisa do asfalto quente, quando engole duma vez o café fervendo. Como quando se tem que esquecer um amor por obrigação - quase se ama sem poder. Eu sou o poço quando eu amo assim, eu sou o céu também. e vou de um ao outro numa fração de segundo que me deixa louca, que me deixa tonta. Eu sou a sarjeta quando só tenho a mim e cheiro de passado impregnado nos pelos. E o alecrim quando acordo fazendo poesia do vento e do sorriso sincero do porteiro.
Eu vivo nesse porre que não me deixa enxergar ou sentir direito. Eu vivo a flor da pele e nem não aprendi ainda a sentir. A amar. Eu não amo nada mas, quero abraçar o mundo com meus bracinhos. Não alcanço.
Eu sou a independência do coração que se ama sem ter aprendido amar, eu ficaria comigo pelo resto da vida. Me aceitaria se eu fosse mais rasa, mais fácil. Mas eu sou o céu, eu sou o poço. Sem fundo. Sem fim.
Eu vivo nesse porre que não me deixa enxergar ou sentir direito. Eu vivo a flor da pele e nem não aprendi ainda a sentir. A amar. Eu não amo nada mas, quero abraçar o mundo com meus bracinhos. Não alcanço.
Eu sou a independência do coração que se ama sem ter aprendido amar, eu ficaria comigo pelo resto da vida. Me aceitaria se eu fosse mais rasa, mais fácil. Mas eu sou o céu, eu sou o poço. Sem fundo. Sem fim.
Eu me viro como posso. Às vezes, quase sinto o inominável ceder. Às vezes, quase sei do que há. Às vezes, quase olho com os olhos além.
O às vezes é uma distância muito particular, querido.
É como aquela dor na nuca cuja vermelhidão você nunca vê. Sentida. Porém jamais vista. O que sente-se e não se vê, nem nomenclatura alguma se dá é verídico? O que só faz eco e não mostra o seu marco original é real? Ou a história só aceita o que é palpável? O que é provado? Provável, provável…
Eu choro porque estou bem condenada, olha-me e veja o tanto de neblina que sou e só. Eu choro porque minha dor é também sua, é também daquela garota que passou por mim e manteve os olhos grudados no chão, é também daquele pássaro que morreu a dois metros de chegar no ninho. O que é que minha mão alcança? A quem é que minha palavra chega?
Montes e montes e montes de sacos de carne.
Nunca o saco certo.
Bem assim, querido, eu ando numa tragédia sem sentido. Drama barato que ninguém curte no cinema. Droga-simulacro que não serve pra viciar alguém. Fruta azeda. Bicho morto. Águia cega.
Eu ando escapada.
Eu ando escapando.
Eu ando escorrendo e ecoando sem que ninguém sinta ou preocupe-se em sentir. Nem eu.
Encontrar a paz. Um, dois, três dias, depois se esconder em qualquer lugar. Um lugar tão distante, onde não seja capaz de encostar no horizonte. Onde tudo que possa encontrar, tudo que possa tocar, se desfaça. Olhar para você, perceber que a ingenuidade e a malícia continua intacta nos teus olhos. A fumaça do cigarro não é tão preocupante, não é tão forte, tão suja, quanto tuas palavras. Palavras que matam. Que estrangula, que impede um grito. Você está no lugar, mas não se sente ali. Você foge, berra, grita, chora, esperneia, ninguém te ouve, ninguém te salva, ninguém encontra a paz. Paz? Que tipo de paz? Você disse que nós somos a paz. Mas ninguém é. Um inferno diferente, uma contradição, um estrago. Meu estomago é um buraco alimentado pelo vazio. Olha pra mim, e concentra no medo dos meus olhos. O desespero. Tuas mãos, nunca alcançaram as minhas, por que você nunca estendeu os braços. Não viu o desespero, nunca enxergou o sufoco. Ficar presa em si, procurando uma saída, qualquer uma. Mas não acho nada. Acho um quarto vazio, uma parede rosa, e cheiro de vazio, vazio e cigarro. Mofo, coisa perdida. Eu fico presa ali, procurando uma mão. Olhando para os lados procurando uns dedos, mas não encontro nada. Não enxergo nada.
Um olhar desviado, um braço perdido, um sorriso engolido. Só. Depois você chora por que tem medo de ser igual eu. Mas todo mundo é. Olho pro lado e vejo o caos, choro mais ainda, por que amanhã é eu ali. Ninguém pra salvar. Uma casa nova, um cinzeiro, todo mundo é feliz. Mas feliz como? Ninguém sabe o que é felicidade.
“Mas você respira amor” Não. Amor não existe. Eu berro isso tão alto que quase convenço o padre da igreja. Ele me chama de vadia, e diz que eu preciso ser benzida. Nunca entendi nada. Amor não existe. Eu digo, repito, mas ninguém acredita, ninguém me ouve. Morrer não é a solução, daqui pra frente eu quero ver as desgraças que o mundo oferece, com uma mão dada. Um cigarro, e uma mão dadas. Depois beijos, tantos beijos que vou sentir agoniada, depois vou dar um tapa na sua cara. Só isso. Depois vem o desespero. O medo.
O amor não existe. Mas ninguém acredita.
Eu ainda convenço aquele padre maldito.
Um olhar desviado, um braço perdido, um sorriso engolido. Só. Depois você chora por que tem medo de ser igual eu. Mas todo mundo é. Olho pro lado e vejo o caos, choro mais ainda, por que amanhã é eu ali. Ninguém pra salvar. Uma casa nova, um cinzeiro, todo mundo é feliz. Mas feliz como? Ninguém sabe o que é felicidade.
“Mas você respira amor” Não. Amor não existe. Eu berro isso tão alto que quase convenço o padre da igreja. Ele me chama de vadia, e diz que eu preciso ser benzida. Nunca entendi nada. Amor não existe. Eu digo, repito, mas ninguém acredita, ninguém me ouve. Morrer não é a solução, daqui pra frente eu quero ver as desgraças que o mundo oferece, com uma mão dada. Um cigarro, e uma mão dadas. Depois beijos, tantos beijos que vou sentir agoniada, depois vou dar um tapa na sua cara. Só isso. Depois vem o desespero. O medo.
O amor não existe. Mas ninguém acredita.
Eu ainda convenço aquele padre maldito.
Não deveria parecer ...
O céu não deveria parecer tão longe.
Porque o inferno somos nós e é ridículo acreditar que ser racional é algo bom.
Pensar é loucura, pensar demais é suicídio.
Eu só não quero perder noites de sono imaginando as possibilidades ou em quão ferrada eu estou. Pensar no que deixei de fazer e aonde eu teria chegado. E se eu continuar, e se eu desistir?
E eu não sei as respostas, cara, eu não sei. Me pergunto sobre tudo e não sei sobre nada.
E se eu soubesse? E se eu não pensasse? Se eu falasse, calasse ou gritasse? Mudaria alguma coisa?
De todos os dias da minha existência ou quase existência, em nenhum a vontade de arrancar meu cérebro foi menor, colocar a mão na cabeça e implorar por uma desaceleração ou qualquer coisa do gênero.
Tem como fugir de mim? Porque eu só peço pra ser feliz e é impossível ser feliz pensando.
Porque o inferno somos nós e é ridículo acreditar que ser racional é algo bom.
Pensar é loucura, pensar demais é suicídio.
Eu só não quero perder noites de sono imaginando as possibilidades ou em quão ferrada eu estou. Pensar no que deixei de fazer e aonde eu teria chegado. E se eu continuar, e se eu desistir?
E eu não sei as respostas, cara, eu não sei. Me pergunto sobre tudo e não sei sobre nada.
E se eu soubesse? E se eu não pensasse? Se eu falasse, calasse ou gritasse? Mudaria alguma coisa?
De todos os dias da minha existência ou quase existência, em nenhum a vontade de arrancar meu cérebro foi menor, colocar a mão na cabeça e implorar por uma desaceleração ou qualquer coisa do gênero.
Tem como fugir de mim? Porque eu só peço pra ser feliz e é impossível ser feliz pensando.
Pra não te dizer que a única saudade que sinto é de sms no celular o dia inteiro. Pra não me deixar levar pela
sensação boa que você me causa por minutos. É como um céu nublado que me faz pensar e em segundos depois, me faz debruçar a cabeça nos joelhos chorando como se o mundo fosse acabar, sentindo o coração pequeno e me sentir como um ser sem função nenhuma nesse planeta.
“Seguir viagem, tirar os pés do chão. Já vi o fim do mundo algumas vezes e, na manhã seguinte, estava tudo bem.”
Eu poderia ser teu fígado que aguenta as noites de bebedeira-pós-ligação-da-madrugada, mas eu não aguento ser nem o meu, que dirá o seu. Nós não chegamos perto de ser o coração uma da outra, e eu nem cheguei a pegar a estrada que dava até a porta da tua casa. Pra quê? Você nunca nem me perguntou se eu gostaria de ir te visitar. Nunca quis imaginar a conversa tensa que teríamos sentadas ao sofá tomando algo muito forte que depois me faria chorar bêbada. Deixando claro que o forte não seria café. Eu não poderia dizer verdades que estão guardadas no peito com uma xícara de café. Essas verdades a gente só diz quando tá bêbado, já que a coragem não bate de cara limpa. E lembra?
”Você é um porre, um grande porre que eu não quero mais tomar.”
Olha, eu não tô aqui pra dizer de novo que te quero, eu não tô aqui pra falar que sinto saudade, eu não tô aqui pra dizer que eu senti uma vontade absurda de ir até a sua casa. Eu simplesmente não tô aqui pra nada, e isso, querendo ou não, explica muita coisa sobre o que a gente chegou a ser. Sim, nós fomos algo. Nós fomos o nada. E ser nada não é tão fácil quanto pensam.
Eu só quis dizer pra mim mesma que sinto saudade de certas coisas, mas prefiro chorar sem o teu consolo. Aquela frase “E quando o que te faz mal é o que te faz bem?” não cabe mais a mim. Não é cabível no coração, entende? Eu deixei de me permitir certas coisas, e uma delas, é você. Não te sinto, não te vejo, não te quero. E eu não minto. Não mesmo!
Olha, eu podia ser o teu rim, teu coração, mas eu prefiro continuar sendo o nada.
sensação boa que você me causa por minutos. É como um céu nublado que me faz pensar e em segundos depois, me faz debruçar a cabeça nos joelhos chorando como se o mundo fosse acabar, sentindo o coração pequeno e me sentir como um ser sem função nenhuma nesse planeta.
“Seguir viagem, tirar os pés do chão. Já vi o fim do mundo algumas vezes e, na manhã seguinte, estava tudo bem.”
Eu poderia ser teu fígado que aguenta as noites de bebedeira-pós-ligação-da-madrugada, mas eu não aguento ser nem o meu, que dirá o seu. Nós não chegamos perto de ser o coração uma da outra, e eu nem cheguei a pegar a estrada que dava até a porta da tua casa. Pra quê? Você nunca nem me perguntou se eu gostaria de ir te visitar. Nunca quis imaginar a conversa tensa que teríamos sentadas ao sofá tomando algo muito forte que depois me faria chorar bêbada. Deixando claro que o forte não seria café. Eu não poderia dizer verdades que estão guardadas no peito com uma xícara de café. Essas verdades a gente só diz quando tá bêbado, já que a coragem não bate de cara limpa. E lembra?
”Você é um porre, um grande porre que eu não quero mais tomar.”
Olha, eu não tô aqui pra dizer de novo que te quero, eu não tô aqui pra falar que sinto saudade, eu não tô aqui pra dizer que eu senti uma vontade absurda de ir até a sua casa. Eu simplesmente não tô aqui pra nada, e isso, querendo ou não, explica muita coisa sobre o que a gente chegou a ser. Sim, nós fomos algo. Nós fomos o nada. E ser nada não é tão fácil quanto pensam.
Eu só quis dizer pra mim mesma que sinto saudade de certas coisas, mas prefiro chorar sem o teu consolo. Aquela frase “E quando o que te faz mal é o que te faz bem?” não cabe mais a mim. Não é cabível no coração, entende? Eu deixei de me permitir certas coisas, e uma delas, é você. Não te sinto, não te vejo, não te quero. E eu não minto. Não mesmo!
Olha, eu podia ser o teu rim, teu coração, mas eu prefiro continuar sendo o nada.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
NOVIDADE
Vou me dedicar mais ao Blog ... e já que estamos em um ano novo , quero inovar isso aqui .
Então pra começar , quero ligar duas coisas das quais amo muito que é : Escrever e a música .
Toda semana postarei uma música do meu agrado aqui , e se funcionar direitinho a parada toda , vocês que sempre estão aqui , muitos amigos , se inscrevendo no Blog , poderá me indicar músicas que prometo por todas aqui .
Vai ser nosso cantinho da música . E pra começar bem o 1º dia do ano , lá vai uma das que eu amo muito do Lifehouse .
Oi , começamos o ano de uma forma já diferente . Não vim aqui nesses últimos dias pra dizer como 2012 foi e não vim também pra dizer as expectativas de 2013 . Você, que sempre esteve comigo aqui , sabe do que falo . Desde 2010 venho aqui nos últimos dias de cada ano e falo sobre o que citei a cima . Mas esse ano não, ou melhor , ano passado não . Já passa das 1:00 do 1º dia de 2013.
Eu, apesar de ser clichê muito das vezes em meus textos, nesse não quero ser . Já me despedi do ano que a pouco se acabou de uma maneira diferente dos anos anteriores . Eu simplesmente agradeci . Agradecer , as vezes esquecemos disso . Então é isso , obrigada 2012 , por tudo !
E já sobre esse ano, as únicas coisas que posso dizer , não é nada clichê como : "Me surpreenda 2013" , "Seja melhor que 2012 " e blá blá blá , não , não quero ser clichê . As únicas coisas que quero dizer é que quando deu 00:00 eu fechei meus olhos , e recebi 2013 com o coração aberto , com o coração puro !
E o que vier já estou no lucro .
BEM VINDO 2013 !
Eu, apesar de ser clichê muito das vezes em meus textos, nesse não quero ser . Já me despedi do ano que a pouco se acabou de uma maneira diferente dos anos anteriores . Eu simplesmente agradeci . Agradecer , as vezes esquecemos disso . Então é isso , obrigada 2012 , por tudo !
E já sobre esse ano, as únicas coisas que posso dizer , não é nada clichê como : "Me surpreenda 2013" , "Seja melhor que 2012 " e blá blá blá , não , não quero ser clichê . As únicas coisas que quero dizer é que quando deu 00:00 eu fechei meus olhos , e recebi 2013 com o coração aberto , com o coração puro !
E o que vier já estou no lucro .
BEM VINDO 2013 !
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