Aqui, entre nós, só entre a soma dos nossos olhos fundos e remotos, eu te pediria colo. Conto isso com tamanha cautela que demorei dias para encontrar coragem em qualquer buraco do meu caráter e te escrever. Esperei passar, até. Me submeti à possibilidade de deixar escorrer inspiração pelos dedos, mas não aconteceu. Cá estou eu. Talvez você nunca leia, talvez esteja lendo e rindo porque sabe o destinatário.
Olha só, eu te pediria colo. Foi bom te encontrar e me deixar ser flor com alguém. O ferro da armadura já machucava até a mim. Sendo assim, não pergunta porquê meu sorriso é fácil com as suas aparições, nem qual o motivo do meu gosto em abandonar o ogro dos meus ombros quando dá para te tocar, mesmo que você não sinta, e, muito menos questiona minha confortabilidade e o ar contente quando te observo feliz. Mapas do acaso. Se você estivesse alguns centímetros a menos para o lado, eu pudesse te ver de outro ângulo ou sua casa não fosse tão cheia, te pediria afago, mas você visita outro hospital, lamenta em outro peito.
No último choro eu quis te contar das feridas nas paredes, limpar o resto da guerra na barra da sua camiseta e te olhar com olhos de esperança. Me segurei em alças que nunca imaginei ter e dormi. Pegar voo deitada nos seus ideais e sonhos letrados jamais deve ser levado para o real. Tudo o que é bonito não pode existir.
Te pediria permissão para abaixar a guarda e descansar meus olhos no seu buraco negro, mas você já disse não.
Ainda é confortável lembrar sua voz que ecoa nos vazios cheios de nada entre meus tímpanos antes de me tirar da tomada.
Sinto sua falta e isso é incompreensível, até para a minha própria dor.
Mesmo que às vezes suas filosofias de boteco me levem ao caos, no meu inferno você é paz.
Não se desvaneça, aprecio sua boca.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Sou o céu mas também sou o poço, sou o que ha de mais nobre mas também tô pela sarjeta com a alma suja de lama e com cheiro de álcool. Mas também tem cheiro de flor, alecrim e serenidade. Essa mistura louca é tão eu que se um dia deixar de ser assim vou ter uma dor de cabeça infinita e uma saudade do tamanho do pacifico dentro do peito. Saudade de mim que vai arder como quando se pisa do asfalto quente, quando engole duma vez o café fervendo. Como quando se tem que esquecer um amor por obrigação - quase se ama sem poder. Eu sou o poço quando eu amo assim, eu sou o céu também. e vou de um ao outro numa fração de segundo que me deixa louca, que me deixa tonta. Eu sou a sarjeta quando só tenho a mim e cheiro de passado impregnado nos pelos. E o alecrim quando acordo fazendo poesia do vento e do sorriso sincero do porteiro.
Eu vivo nesse porre que não me deixa enxergar ou sentir direito. Eu vivo a flor da pele e nem não aprendi ainda a sentir. A amar. Eu não amo nada mas, quero abraçar o mundo com meus bracinhos. Não alcanço.
Eu sou a independência do coração que se ama sem ter aprendido amar, eu ficaria comigo pelo resto da vida. Me aceitaria se eu fosse mais rasa, mais fácil. Mas eu sou o céu, eu sou o poço. Sem fundo. Sem fim.
Eu vivo nesse porre que não me deixa enxergar ou sentir direito. Eu vivo a flor da pele e nem não aprendi ainda a sentir. A amar. Eu não amo nada mas, quero abraçar o mundo com meus bracinhos. Não alcanço.
Eu sou a independência do coração que se ama sem ter aprendido amar, eu ficaria comigo pelo resto da vida. Me aceitaria se eu fosse mais rasa, mais fácil. Mas eu sou o céu, eu sou o poço. Sem fundo. Sem fim.
Eu me viro como posso. Às vezes, quase sinto o inominável ceder. Às vezes, quase sei do que há. Às vezes, quase olho com os olhos além.
O às vezes é uma distância muito particular, querido.
É como aquela dor na nuca cuja vermelhidão você nunca vê. Sentida. Porém jamais vista. O que sente-se e não se vê, nem nomenclatura alguma se dá é verídico? O que só faz eco e não mostra o seu marco original é real? Ou a história só aceita o que é palpável? O que é provado? Provável, provável…
Eu choro porque estou bem condenada, olha-me e veja o tanto de neblina que sou e só. Eu choro porque minha dor é também sua, é também daquela garota que passou por mim e manteve os olhos grudados no chão, é também daquele pássaro que morreu a dois metros de chegar no ninho. O que é que minha mão alcança? A quem é que minha palavra chega?
Montes e montes e montes de sacos de carne.
Nunca o saco certo.
Bem assim, querido, eu ando numa tragédia sem sentido. Drama barato que ninguém curte no cinema. Droga-simulacro que não serve pra viciar alguém. Fruta azeda. Bicho morto. Águia cega.
Eu ando escapada.
Eu ando escapando.
Eu ando escorrendo e ecoando sem que ninguém sinta ou preocupe-se em sentir. Nem eu.
Encontrar a paz. Um, dois, três dias, depois se esconder em qualquer lugar. Um lugar tão distante, onde não seja capaz de encostar no horizonte. Onde tudo que possa encontrar, tudo que possa tocar, se desfaça. Olhar para você, perceber que a ingenuidade e a malícia continua intacta nos teus olhos. A fumaça do cigarro não é tão preocupante, não é tão forte, tão suja, quanto tuas palavras. Palavras que matam. Que estrangula, que impede um grito. Você está no lugar, mas não se sente ali. Você foge, berra, grita, chora, esperneia, ninguém te ouve, ninguém te salva, ninguém encontra a paz. Paz? Que tipo de paz? Você disse que nós somos a paz. Mas ninguém é. Um inferno diferente, uma contradição, um estrago. Meu estomago é um buraco alimentado pelo vazio. Olha pra mim, e concentra no medo dos meus olhos. O desespero. Tuas mãos, nunca alcançaram as minhas, por que você nunca estendeu os braços. Não viu o desespero, nunca enxergou o sufoco. Ficar presa em si, procurando uma saída, qualquer uma. Mas não acho nada. Acho um quarto vazio, uma parede rosa, e cheiro de vazio, vazio e cigarro. Mofo, coisa perdida. Eu fico presa ali, procurando uma mão. Olhando para os lados procurando uns dedos, mas não encontro nada. Não enxergo nada.
Um olhar desviado, um braço perdido, um sorriso engolido. Só. Depois você chora por que tem medo de ser igual eu. Mas todo mundo é. Olho pro lado e vejo o caos, choro mais ainda, por que amanhã é eu ali. Ninguém pra salvar. Uma casa nova, um cinzeiro, todo mundo é feliz. Mas feliz como? Ninguém sabe o que é felicidade.
“Mas você respira amor” Não. Amor não existe. Eu berro isso tão alto que quase convenço o padre da igreja. Ele me chama de vadia, e diz que eu preciso ser benzida. Nunca entendi nada. Amor não existe. Eu digo, repito, mas ninguém acredita, ninguém me ouve. Morrer não é a solução, daqui pra frente eu quero ver as desgraças que o mundo oferece, com uma mão dada. Um cigarro, e uma mão dadas. Depois beijos, tantos beijos que vou sentir agoniada, depois vou dar um tapa na sua cara. Só isso. Depois vem o desespero. O medo.
O amor não existe. Mas ninguém acredita.
Eu ainda convenço aquele padre maldito.
Um olhar desviado, um braço perdido, um sorriso engolido. Só. Depois você chora por que tem medo de ser igual eu. Mas todo mundo é. Olho pro lado e vejo o caos, choro mais ainda, por que amanhã é eu ali. Ninguém pra salvar. Uma casa nova, um cinzeiro, todo mundo é feliz. Mas feliz como? Ninguém sabe o que é felicidade.
“Mas você respira amor” Não. Amor não existe. Eu berro isso tão alto que quase convenço o padre da igreja. Ele me chama de vadia, e diz que eu preciso ser benzida. Nunca entendi nada. Amor não existe. Eu digo, repito, mas ninguém acredita, ninguém me ouve. Morrer não é a solução, daqui pra frente eu quero ver as desgraças que o mundo oferece, com uma mão dada. Um cigarro, e uma mão dadas. Depois beijos, tantos beijos que vou sentir agoniada, depois vou dar um tapa na sua cara. Só isso. Depois vem o desespero. O medo.
O amor não existe. Mas ninguém acredita.
Eu ainda convenço aquele padre maldito.
Não deveria parecer ...
O céu não deveria parecer tão longe.
Porque o inferno somos nós e é ridículo acreditar que ser racional é algo bom.
Pensar é loucura, pensar demais é suicídio.
Eu só não quero perder noites de sono imaginando as possibilidades ou em quão ferrada eu estou. Pensar no que deixei de fazer e aonde eu teria chegado. E se eu continuar, e se eu desistir?
E eu não sei as respostas, cara, eu não sei. Me pergunto sobre tudo e não sei sobre nada.
E se eu soubesse? E se eu não pensasse? Se eu falasse, calasse ou gritasse? Mudaria alguma coisa?
De todos os dias da minha existência ou quase existência, em nenhum a vontade de arrancar meu cérebro foi menor, colocar a mão na cabeça e implorar por uma desaceleração ou qualquer coisa do gênero.
Tem como fugir de mim? Porque eu só peço pra ser feliz e é impossível ser feliz pensando.
Porque o inferno somos nós e é ridículo acreditar que ser racional é algo bom.
Pensar é loucura, pensar demais é suicídio.
Eu só não quero perder noites de sono imaginando as possibilidades ou em quão ferrada eu estou. Pensar no que deixei de fazer e aonde eu teria chegado. E se eu continuar, e se eu desistir?
E eu não sei as respostas, cara, eu não sei. Me pergunto sobre tudo e não sei sobre nada.
E se eu soubesse? E se eu não pensasse? Se eu falasse, calasse ou gritasse? Mudaria alguma coisa?
De todos os dias da minha existência ou quase existência, em nenhum a vontade de arrancar meu cérebro foi menor, colocar a mão na cabeça e implorar por uma desaceleração ou qualquer coisa do gênero.
Tem como fugir de mim? Porque eu só peço pra ser feliz e é impossível ser feliz pensando.
Pra não te dizer que a única saudade que sinto é de sms no celular o dia inteiro. Pra não me deixar levar pela
sensação boa que você me causa por minutos. É como um céu nublado que me faz pensar e em segundos depois, me faz debruçar a cabeça nos joelhos chorando como se o mundo fosse acabar, sentindo o coração pequeno e me sentir como um ser sem função nenhuma nesse planeta.
“Seguir viagem, tirar os pés do chão. Já vi o fim do mundo algumas vezes e, na manhã seguinte, estava tudo bem.”
Eu poderia ser teu fígado que aguenta as noites de bebedeira-pós-ligação-da-madrugada, mas eu não aguento ser nem o meu, que dirá o seu. Nós não chegamos perto de ser o coração uma da outra, e eu nem cheguei a pegar a estrada que dava até a porta da tua casa. Pra quê? Você nunca nem me perguntou se eu gostaria de ir te visitar. Nunca quis imaginar a conversa tensa que teríamos sentadas ao sofá tomando algo muito forte que depois me faria chorar bêbada. Deixando claro que o forte não seria café. Eu não poderia dizer verdades que estão guardadas no peito com uma xícara de café. Essas verdades a gente só diz quando tá bêbado, já que a coragem não bate de cara limpa. E lembra?
”Você é um porre, um grande porre que eu não quero mais tomar.”
Olha, eu não tô aqui pra dizer de novo que te quero, eu não tô aqui pra falar que sinto saudade, eu não tô aqui pra dizer que eu senti uma vontade absurda de ir até a sua casa. Eu simplesmente não tô aqui pra nada, e isso, querendo ou não, explica muita coisa sobre o que a gente chegou a ser. Sim, nós fomos algo. Nós fomos o nada. E ser nada não é tão fácil quanto pensam.
Eu só quis dizer pra mim mesma que sinto saudade de certas coisas, mas prefiro chorar sem o teu consolo. Aquela frase “E quando o que te faz mal é o que te faz bem?” não cabe mais a mim. Não é cabível no coração, entende? Eu deixei de me permitir certas coisas, e uma delas, é você. Não te sinto, não te vejo, não te quero. E eu não minto. Não mesmo!
Olha, eu podia ser o teu rim, teu coração, mas eu prefiro continuar sendo o nada.
sensação boa que você me causa por minutos. É como um céu nublado que me faz pensar e em segundos depois, me faz debruçar a cabeça nos joelhos chorando como se o mundo fosse acabar, sentindo o coração pequeno e me sentir como um ser sem função nenhuma nesse planeta.
“Seguir viagem, tirar os pés do chão. Já vi o fim do mundo algumas vezes e, na manhã seguinte, estava tudo bem.”
Eu poderia ser teu fígado que aguenta as noites de bebedeira-pós-ligação-da-madrugada, mas eu não aguento ser nem o meu, que dirá o seu. Nós não chegamos perto de ser o coração uma da outra, e eu nem cheguei a pegar a estrada que dava até a porta da tua casa. Pra quê? Você nunca nem me perguntou se eu gostaria de ir te visitar. Nunca quis imaginar a conversa tensa que teríamos sentadas ao sofá tomando algo muito forte que depois me faria chorar bêbada. Deixando claro que o forte não seria café. Eu não poderia dizer verdades que estão guardadas no peito com uma xícara de café. Essas verdades a gente só diz quando tá bêbado, já que a coragem não bate de cara limpa. E lembra?
”Você é um porre, um grande porre que eu não quero mais tomar.”
Olha, eu não tô aqui pra dizer de novo que te quero, eu não tô aqui pra falar que sinto saudade, eu não tô aqui pra dizer que eu senti uma vontade absurda de ir até a sua casa. Eu simplesmente não tô aqui pra nada, e isso, querendo ou não, explica muita coisa sobre o que a gente chegou a ser. Sim, nós fomos algo. Nós fomos o nada. E ser nada não é tão fácil quanto pensam.
Eu só quis dizer pra mim mesma que sinto saudade de certas coisas, mas prefiro chorar sem o teu consolo. Aquela frase “E quando o que te faz mal é o que te faz bem?” não cabe mais a mim. Não é cabível no coração, entende? Eu deixei de me permitir certas coisas, e uma delas, é você. Não te sinto, não te vejo, não te quero. E eu não minto. Não mesmo!
Olha, eu podia ser o teu rim, teu coração, mas eu prefiro continuar sendo o nada.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
NOVIDADE
Vou me dedicar mais ao Blog ... e já que estamos em um ano novo , quero inovar isso aqui .
Então pra começar , quero ligar duas coisas das quais amo muito que é : Escrever e a música .
Toda semana postarei uma música do meu agrado aqui , e se funcionar direitinho a parada toda , vocês que sempre estão aqui , muitos amigos , se inscrevendo no Blog , poderá me indicar músicas que prometo por todas aqui .
Vai ser nosso cantinho da música . E pra começar bem o 1º dia do ano , lá vai uma das que eu amo muito do Lifehouse .
Oi , começamos o ano de uma forma já diferente . Não vim aqui nesses últimos dias pra dizer como 2012 foi e não vim também pra dizer as expectativas de 2013 . Você, que sempre esteve comigo aqui , sabe do que falo . Desde 2010 venho aqui nos últimos dias de cada ano e falo sobre o que citei a cima . Mas esse ano não, ou melhor , ano passado não . Já passa das 1:00 do 1º dia de 2013.
Eu, apesar de ser clichê muito das vezes em meus textos, nesse não quero ser . Já me despedi do ano que a pouco se acabou de uma maneira diferente dos anos anteriores . Eu simplesmente agradeci . Agradecer , as vezes esquecemos disso . Então é isso , obrigada 2012 , por tudo !
E já sobre esse ano, as únicas coisas que posso dizer , não é nada clichê como : "Me surpreenda 2013" , "Seja melhor que 2012 " e blá blá blá , não , não quero ser clichê . As únicas coisas que quero dizer é que quando deu 00:00 eu fechei meus olhos , e recebi 2013 com o coração aberto , com o coração puro !
E o que vier já estou no lucro .
BEM VINDO 2013 !
Eu, apesar de ser clichê muito das vezes em meus textos, nesse não quero ser . Já me despedi do ano que a pouco se acabou de uma maneira diferente dos anos anteriores . Eu simplesmente agradeci . Agradecer , as vezes esquecemos disso . Então é isso , obrigada 2012 , por tudo !
E já sobre esse ano, as únicas coisas que posso dizer , não é nada clichê como : "Me surpreenda 2013" , "Seja melhor que 2012 " e blá blá blá , não , não quero ser clichê . As únicas coisas que quero dizer é que quando deu 00:00 eu fechei meus olhos , e recebi 2013 com o coração aberto , com o coração puro !
E o que vier já estou no lucro .
BEM VINDO 2013 !
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