
“— Ê essa frieza toda, pequena?— Não sei, Zé. -entristeceu.— Como não sabe? Estás tão fria.— Foi a vida que me tornou assim.— Acho que não.— Porque, Zé?— Porque a vida não faz as pessoas se tornarem tão frias, assim.— Então o que me tornou deste jeito, Zé? -triste.— As pessoas, pequena.— É. Pode ser.— Tenho certeza que sim.— Por isso estou com medo, Zé.— De que?— De me aproximar a alguém.— Mas, porque, pequena?— Porque as pessoas se aproximam de mim, e me machucam depois.— Deve ser por isso que se tornou tão fria assim.— Acho que sim… E o meu coração dói tanto, Zé. -cabisbaixa.— Sabe o que você faz para o seu coração parar de doer tanto assim?— O quê? -olhos atentos.— Apenas guarde ele pra alguém que vai saber cuidar do seu coraçãozinho, pequena.”