terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Queria ver Deus. Não para pedir algo, mas contemplar a tua face. Como não posso ver Deus, talvez só poderei vê-lo quando não mais estiver nesta atmosfera , quando não mais respirar. Mas, o que eu realmente queria ouvir era a voz de Deus, a voz plana e poderosa, porém cautelosa. Eu queria conversar com Deus, não em oração como faço raramente em meus dias, mais como matéria, como pai e filha. Certas vezes enquanto as lágrimas desconfortantes se instalam em meus olhos e destrói toda a beleza que ele me deu tudo que eu gostaria era de um abraço do pai, um abraço espiritual de Deus, um abraço sem maldade, sem ênfases, com inumanidade. Queria muito mais. Eu preciso muito mais.Com os erros e o passar do tempo, sinto que o seu braço febril em noites de inverno foram distanciados, e a saudade e a necessidade fizeram morada em mim. Tão humana, é assim que me vejo constantemente, cheia de erros, poucos perdões e muitos julgamentos. Ridiculamente humana. E Deus, soberano, perfeito e verdadeiro. Será que neste mundo poderia alguém se colocar nesta posição? Alguém que desceria de sua soberania para cuidar e aquecer alguém tão pobre, egoísta e pecador? Se o mundo realmente valorizasse o amplo amor de Deus, talvez não existiria tanta violência e falta de humanidade neste mundo. E continuo precisando de Deus, principalmente nas longas e solitárias noites de inverno.