sábado, 2 de fevereiro de 2013
Vale, vale sim. Vale mais que mil palavras ditas, fazendo brotar todas as não ditas e mais um pouco, na cabeça da pessoa para qual o silêncio foi direcionado. Silêncio vale mais que mil palavras no intervalo daquele beijo ardente, onde seus olhos encaram com fervor os olhos de outrem ou até mesmo quando ele surge no meio de uma conversa entre amigos, fazendo você perceber que tem mais coisas em comum com fulano do que pensava, aí surge o silêncio, o olhar e opa… Já começa a imaginar como seria caso seus lábios se juntassem. Silêncio vale mais que mil palavras depois daquela noite ardente na cama com a pessoa amada, onde vocês se olham, mas não precisam de uma palavra sequer para expressar o quão bom o que acaba de acontecer, foi. Mas, e aquele silêncio que enlouquece? E aquele silêncio depois de uma discussão qualquer, que não te permite saber o que se passa na cabeça do outro? E aquele silêncio que surge após a palavra aparentemente sem significado algum, mas que contém mais significados do que qualquer outra: “Nada”? Silêncio… Silêncio. Um pequeno intervalo no tempo, onde por fora nada se diz, mas por dentro tudo se sente. Silêncio que te faz tirar suas próprias conclusões a respeito de qualquer situação, que transforma algo bom em ruim ou vice-versa. Há silêncios usados de forma correta e incorreta. Se sua namorada diz que te ama e você não retribui ao que ela diz e permanece calado (mas sente), ela pode achar que você não sente. Se você está em meio a uma discussão com alguém que gosta e quer acabar com isso da melhor forma possível, nada como um beijo que ao finalizá-lo toma-se rumo ao silêncio e se der sorte, acarreta em um sorriso. Viu? Já não estão mais brigados! Mas, e aquele silêncio que surge após um momento de tensão qualquer? Silêncio esse que não se quebra nem com o seu falatório exacerbado? Que te faz ir dormir com sua cabeça fervilhando em pensamentos, se perguntando o porquê daquilo, ou daquilo outro? Esses silêncios matam. Esses silêncios me matam. Pensamentos desde o pior ao pior ao quadrado percorrem em minha mente, quando me deparo com o seu silêncio. É, o seu. O único espaço de tempo vago que me interessa, que me prende a atenção e que na maioria das vezes, me faz falar por duas para poder preenchê-lo. Mas, gosto de te ouvir. Gosto do tom da sua voz. Não se acanhe, não recue, não tenha medo. Fale, converse, me deixe entrar em seu coração e não apenas conhecer só a parte iluminada que ele possui, mas também a escuridão. Se abre comigo, vai… Me fala o que você está pensando. Não irá doer, não lhe fará mal. Posso te confortar, tenho meu colo para que você possa se deitar. Mas fala, não me deixa aqui. Não me deixa assim. Não faz isso. Nunca quis invadir o seu espaço ou te obrigar a falar algo que não quisesse, pois sei que muitas pessoas têm o silêncio como seu companheiro, da mesma forma que outras têm as palavras, assim como eu. Mas vem cá e fala pra mim o que se passa no seu coração? Nem que seja em forma de uma canção, verso, poesia ou algo assim. Mande-me um vídeo ou um sinal qualquer, mas saiba que eu estarei aqui, por você e por mim.''