Eu estive te salvando durante meses como se não fosse eu quem precisasse de salvação, não tive pausas para respirar e meu fôlego nunca foi suficiente, assim como o resto de mim.
Você não vai entender esse texto assim como não entende os outros milhares, e eu ainda não sei qual rumo tomar, ainda não sei em quem acreditar, e não sei se sobraram fichas pra apostar. Talvez eu tenha me cansado, talvez não. Eu me esgotei. E abro mão de qualquer coisa pra ter meu sossego de volta, abro mão de qualquer coisa pra poder dormir em paz, ser racional é o inferno e eu só quero deixar de ser e deixar de manter, a aparência, o bom senso, a sanidade.
Nós sempre tentamos outra vez como se nunca tivéssemos nos arrependido de continuar, sempre confiamos como se nunca tivessem quebrado a nossa cara.
Por hoje eu tô cansada de tentar confiar, perdoar, esquecer, planejar. Sempre alguma coisa ou tudo de uma vez acaba. Eu não tenho mais forças pra continuar, e você me destruiu sem ao menos colocar as mãos em mim. Eu me pergunto baixinho quando isso tudo vai passar, quando eu vou me reconstruir, quantos pedaços eu vou perder, quantas marcas vão ficar. Eu desejo baixinho que isso passe, mesmo sabendo que nunca passará...